ENDEREÇO
 




 

Alinhamento / Geometria

O alinhamento tem a finalidade de oferecer maior eficiência de rolamento e melhor dirigibilidade. Qualquer alteração de alinhamento, ocasionada por impacto, trepidação, compressão lateral e desgaste da suspensão, poderá comprometer o bom comportamento do veículo, ou provocar desgaste irregular e prematuro dos pneus.

São quatro os itens envolvidos no alinhamento: convergência, divergência, cáster, câmber. Todos eles devem ser observados no alinhamento.

Confira abaixo alguns itens que fazem parte da geometria.

Convergência

 

O ajuste desse ângulo se faz por meio das barras de direção, posicionando as rodas do eixo direcional para que fiquem levemente fechadas na parte dianteira, conforme as medidas especificadas pelo fabricante do veículo.
Esse ângulo bem ajustado evita que as rodas oscilem lateralmente (“dancem”), prevenindo ainda o desgaste da banda de rodagem dos pneus em forma de escamas nas raias internas e na área do ombro do pneu.

 

Divergência

Ao contrário da convergência, o ajuste desse ângulo se faz através das barras de direção, posicionando as rodas do eixo direcional para que fiquem levemente abertas na parte dianteira, conforme as medidas especificadas pelo fabricante do veículo.

 

Quando fazer a geometria e o alinhamento?

É altamente recomendável que se realize a geometria a cada 5.000 Km, sempre que ocorra qualquer reparo no conjunto de suspensão, ou ainda quando o veículo sofrer impactos fortes.

 

Fatores que podem causar o desalinhamento do veículo:
 Impacto em buracos, guias, etc;
 Desgaste das peças componentes do conjunto da suspensão;
 Substituição de componentes do conjunto da suspensão.

 

 

 

Balanceamento

           

Rodas desbalanceadas podem ser identificadas por trepidação na direção do veículo. Esse problema danifica os pneus, que terão sua vida útil reduzida, gera dificuldade de manter o veículo na trajetória e promove o desgaste prematuro dos rolamentos, amortecedores e terminais de direção. Para se fazer o equilíbrio ideal entre o conjunto roda/pneu, devem-se usar contrapesos de chumbo.

Problemas resultantes do desbalanceamento:


 Vibrações na direção, (trepidação);
 Desgaste prematuro em todos os componentes da suspensão;
 Desgaste irregular dos pneus;
 Reduz a aderência à pista, provocando instabilidade.

Quando fazer o balanceamento?

 
• Quando os pneus apresentarem desgaste excessivo;
• Trepidação das rodas dianteiras;
• Carro tende para os lados quando o motorista solta o volante;
• Carro desvia e puxa para o lado quando os freios são acionados;
• A cada 10 mil km (rodízio ou balanceamento).

Caster

 

O ajuste desse ângulo se faz por meio da inclinação do pino para frente ou para trás, com relação à vertical. O ângulo ajustado corretamente proporciona melhor dirigibilidade ao veículo.

• Pouco caster ou nenhum provoca trepidação nas rodas do eixo direcional, resultando no desgaste irregular em pontos localizados da banda de rodagem dos pneus:

• Caster em excesso, provoca vibração e desgaste total da banda de rodagem;

• Caster desigual entre rodas do mesmo eixo, faz com o veículo “puxe” a direção para um dos lados, provocando também desgaste irregular da banda de rodagem;

• As irregularidades na geometria são detectadas em aparelhos específicos e de alta tecnologia, particularmente desenvolvidos para essa finalidade.

 

Cambagem

 

É o ajuste do ângulo que determina a inclinação da roda em relação a um plano vertical, podendo ser positivo ou negativo. Este ajuste controla as características de rolamento das rodas em relação ao solo.


 Camber positivo é quando as rodas do mesmo eixo estão mais próximas entre si na parte de baixo, isto é, onde tocam o solo;

 Camber negativo é a situação oposta, ou seja, quando as rodas do mesmo eixo estão mais distantes entre si na parte de baixo, isto é, onde tocam o solo;

 O camber, quando em excesso, provoca desgaste irregular na banda de rodagem e nos ombros do pneu. Quando positivo, afeta a parte externa do pneu, e quando negativo, afeta a parte interna do pneu.